
Notícia de hoje: a frota de veículos no Brasil cresceu, nos últimos 8 anos, 240%. Isto: duzentos e quarenta por cento. (Em Belo Horizonte, minha cidade, cresceu 62%, mas ninguém precisava
de pesquisa para perceber o inferno no qual nossas ruas e calçadas se transformaram, entulhadas de carros e de motoristas estressados, com o dedo na buzina.) Uma grande parte da população -incluindo, claro, o Governo - deve estar achando isso lindo, apontando como um "indicador da expansão da economia", "acesso das camadas pobres aos bens de consumo" e outros delírios que costumam acometer estas mentes desequilibradas que acham que o importante é "ter", cada vez mais. Há dois anos, fizemos uma pesquisa curiosa, para saber quanto de espaço real BH estava perdendo para os automóveis. O resultado está neste blog, nas "postagens anteriores", para quem quiser. Faz mais de um ano que virei pedestre. Além de melhorar minha saúde, a decisão de vender meu carro também dotou-me de um jeito diferente de olhar a paranóia urbana, cada vez mais suja, feia e poluída. Não estou vendo saída. Salve-se quem puder.






